Um Romance de Geração – O Filme

Blog do Longa-Metragem de David França Mendes

Posts de Outubro, 2008

Sessões no V Festival de Cinema de Arte de Salvador

Publicado por davidfmendes em Outubro 11, 2008

Um Romance de Geração teve sessão ontem à noite e tem outra hoje à tarde no Festival de Cinema de Arte de Salvador. Infelizmente, nenhum de nós da equipe pode ir à Bahia, mas é enorme a curiosidade quanto à reação dos baianos ao nosso trabalho. Se você viu o filme em Salvador, deixe um comentário. A programação do evento está aqui.

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Fotos!

Publicado por ajeveaux em Outubro 10, 2008

 

Susana, David, Lorena, Nina e Isaac, na noite de estréia de “Um Romance de Geração” no Festival do Rio – 30/set/2008.

 

Mais fotos em http://flickr.com/photos/umromancedegeracao

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Impressões de um romance

Publicado por ajeveaux em Outubro 7, 2008

por Adélia Jeveaux (2a. assist. direção e colaboradora da divulgação)
Há uma semana, “Um Romance de Geração” estreava no Festival do Rio. Para cada um da equipe, aquele dia teve um gosto especial. Para mim, novata, aspirante e ansiosa, significou a solidificação de um desejo: quero fazer cinema.
No discurso de apresentação do filme à platéia de um Cine Odeon lotado, era evidente a imensa felicidade do David, prestes a exibir seu filme, que, como ele disse, não é apenas seu, mas também de toda uma equipe e um elenco que se dedicaram e se esforçaram para fazer aquilo acontecer, sustentados apenas pela vontade e curtição de realizar aquele projeto.
E não se trata apenas da falta de patrocínio, falta de grana etc. Cinema é um trabalho duro, não necessariamente sofrido, mas não é nada perto de fácil. Nessas horas, vontade e prazer são cruciais, pois são tudo que se tem.
“Um Romance de Geração” foi uma das minhas primeiras experiências de trabalho em cinema, era caloura da faculdade quando entrei para o projeto. Há uma semana, caiu a ficha de uma coisa que eu começara a perceber no teatro do Jockey, na segunda etapa de filmagens, em junho do ano passado: cinema é possível. Cinema acontece, mesmo. Entre aqueles que acham que vida de cineasta é oba-oba, e aqueles que sentem um estranho prazer em assustar os iniciantes dizendo que é uma carreira difícil demais, estão os que fazem cinema porque gostam, porque não querem outra coisa da vida e porque sabem que se pode fazer.
É disso que o David falava em seu discurso, enquanto nós, equipe e elenco, enfileirados atrás dele, confirmávamos o que ele dizia. Não se trata de fazer filme sem grana por escolha, mas sim de fazer filmes por escolha, independente da grana (mesmo ela sendo sempre, sempre bem-vinda).
Outra lição aprendida naquela noite de estréia: as pessoas podem, de fato, gostar do seu filme – apesar das possíveis inseguranças. O Odeon gargalhou, reagiu super bem, e aplaudiu animado ao fim da sessão, o que alegrou ainda mais todo mundo da equipe e elenco. Eu, que saboreava ver na telona o primeiro longa de que participei, já estava no céu. David, então, só posso imaginar!
Ao fim da noite, lá nos fundos do cinema, expressões de euforia e de alívio se alternavam e se combinavam no rosto de todo mundo. Sensação de dever cumprido, talvez? Melhor, dever bem cumprido.
Porque a gente tem que fazer cinema.
Então, quando é o próximo?

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Novos artigos online

Publicado por ajeveaux em Outubro 7, 2008

No site Portal Literal (http://www.portalliteral.com.br/artigos/um-romance-de-geracao).

Trecho:

” No filme, que teve sua estréia no Festival do Rio, nesta semana, David França Mendes subverte a narrativa ao inserir partes documentais dos ensaios e leituras com os autores e o próprio Sérgio, que pela primeira vez participou de uma adaptação de um texto seu, além de utilizar três atrizes – Lorena da Silva, Susana Ribeiro e Nina Morena – para representar a jornalista, que são intercaladas o tempo inteiro, às vezes repetindo-se as cenas, outras dando seqüência à cena anterior. De baixíssimo orçamento, ou, nas palavras de David, feito sem dinheiro, o filme teve como locação um conjugado, onde habita o escritor, outro local para os devaneios do casal durante aquela noite, além do Teatro do Jockey, no Rio de Janeiro, onde aconteceram os ensaios e leituras. “

 

Na revista Zé Pereira (http://www.revistazepereira.com.br/um-filme-que-se-desfaz/)

Trecho:

“ “Um romance de geração” é habilmente construído para deixar a encenação de bermuda e chinelo. A história apresentada na tela vai sendo simultaneamente desfeita, e cada plano do filme de David França Mendes é, no mínimo, dois: a história e sua encenação. Isso o faz fiel ao livro homônimo de Sérgio Sant’Anna, escrito na década de 70, romance que representa uma peça de teatro. “

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Opinião: Cao Hamburger

Publicado por ajeveaux em Outubro 3, 2008

Na matéria de O Globo:

“Esse formato não linear é o que mais me chamou a atenção. Parece aquele filme do Al Pacino sobre Shakespeare… “Ricardo III – Um Ensaio”. O humor aqui funciona. – elogiava Cao Hamburger, diretor de “O Ano em que meus pais sairam de férias”, ao fim da sessão.”

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Matéria no Segundo Caderno

Publicado por ajeveaux em Outubro 2, 2008

Saiu hoje, na página 2 do Segundo Caderno d’ O Globo, uma matéria sobre a estréia de “Um Romance de Geração”.

Segue um trecho do texto de Rodrigo Fonseca:

“Na tela, o papel do escritor foi confiado a Isaac Bernat, que divertiu o público ao compor um tipo desleixado e bonachão. Já a repórter é vivida por três (belas) atrizes: Lorena da Silva, Nina Morena e Susana Ribeiro, que engole o filme todas as vezes em que aparece, dando à personagem um irônico distanciamento que condiz com a proposta do diretor.”

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Nós no palco

Publicado por davidfmendes em Outubro 1, 2008

Meu amigo Eduardo Souza Lima, jornalista, editor da revista eletrônica Zé Pereira, registrou em vídeo a nossa apresentação no palco do Odeon, ontem, na estréia do Um Romance de Geração. Eu estava bem nervoso, será que dá pra notar? Vejam o vídeo e dêem uma olhada no site da Zé Pereira, que tem uma boa cobertura independente do Festival do Rio.

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Matéria no Globo Online

Publicado por ajeveaux em Outubro 1, 2008

Saiu hoje, no Globo Online, uma matéria sobre “Um Romance de Geração”, com uma entrevista com o David.

Vejam um trecho da entrevista:

“Dada a importância do Sérgio Sant’Anna para a literatura brasileira contemporânea, não tanto em termos de um estilo que se é facilmente reconhecível, não é facilmente mimetizado, você não concorda que ele foi pouco adaptado para o cinema, e confesso nem saber em relação ao teatro? Conheço só os longas (“Bossa nova” e “Crime delicado”). Há curtas?

Há um curta, feito por um brasileiro em Nova York. Em teatro o próprio Sérgio se envolveu, nos anos 80. Seu livro “A tragédia brasileira” é, na verdade, meio que um livro adaptado de uma peça (e não o contrário). Sérgio trabalhou, no começo dos 80, em parceria com Bia Lessa num espetáculo chamado “Ensaio número Um”. Ele escrevia, ela adaptava, eles ensaiavam, ele reescrevia etc etc etc. A peça foi muito bem recebida pela crítica da época. Pois bem, mesmo depois da peça estreada Sérgio não parava de mexer no texto. Acabou produzindo um romance (que eu adoro), “A tragédia brasileira”. Esse processo, que o Sérgio viveu, é análogo ao que eu fiz com o “Romance de geração”. E há aí uma coincidência: eu não sabia quando os convidei, mas dois atores do meu filme fizeram a peça da Bia, o Isaac Bernat e a Lorena da Silva. Sim, Sérgio foi pouco adaptado, mas eu egoisticamente acho ótimo, por mim comprava os direitos exclusivos de tudo que ele escreveu e passava o resto dos meus dias adaptando.”

 

Segue o link:

http://oglobo.globo.com/cultura/festivaldorio2008/mat/2008/09/30/david_franca_mendes_decreta_cinema_que_nos_aprendemos_amar_nao_interessa_mais_quase_ninguem_-548486267.asp

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